|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|
precisões terminológicas
Etimologicamente, eutanásia vem do grego eu (bem) e thanatos (morte), e significa primariamente boa morte, morte agradável, sem sofrimento. Esta palavra aparece já em Francis Bacon, que afirmou que "a função do médico é restituir a saúde e mitigar os sofrimentos e as dores, não só quando essa mitigação possa conduzir à cura, mas também quando serve para alcançar uma morte tranquila e fácil" (1). No séc. XVIII, é considerada como "acção que produz uma morte suave e fácil"; e no séc. XIX, é definida como a "acção de matar uma pessoa por motivos de piedade", ou como "morte piedosa" (2).
Actualmente, é habitual defini-la como a operação voluntária de propiciar a morte sem dor, "por razões de piedade": quer para evitar sofrimentos fortes aos doentes, quer para evitar um futuro doloroso a uma vida humana "sem valor".
(1) BACON, F., Historia cilae et mortis, 1623.
(2) Cfr. Voz Eutanásia, em "Webster's New Collegiate Dictionary", Londres, 1976.
Fernando Monge, Eutanásia, Edições Prumo, 1991
|
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
«Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é óbvio se transformou em dever de todo o ser inteligente». (Georges Orwell)
|