eutanásia

Quem somos | Contacto | Colaboração | Novidades por e-mail

 

Eutanásia

 educação | família | professor | aborto | liderança | vida | pensamentos | belos textos

Início

 

Eutanásia: perguntas e respostas

Suicídio assistido

O fim do Direito

A vida é bela

Corresponder

A mulher descalça

Cuidados paliativos

Algumas reflexões

Eutanásia na Evangelium Vitae

A minha hora

A táctica da confusão

Desconfiança perante os médicos

Precisões terminológicas

Eutanásia e aborto

A dor

Incuráveis e suicidas

Viver com cancro

Por que não?

Opinião dos pacientes

Declaração

Matar por misericórdia

Eutanásia passiva

A trapaça do caso limite

Espécies de eutanásia

Eutanásia e cuidados paliativos

Distanásia

Um tetraplégico

A situação na Holanda

Holanda II

Morte digna e humana

Promove o suicídio

Estado vegetativo

Insegurança jurídica

Precedentes da eutanásia

Nazismo e eutanásia

 

 

  

Eutanásia: matar por misericórdia

 

«Matar por misericórdia» é um acto de eutanásia directa, cometido em geral, com o propósito alegado de acabar com o sofrimento de uma pessoa improdutiva ou doente terminal. Na realidade, as pessoas saudáveis cometem «assassinatos por misericórdia» a fim de aliviarem a si mesmas da inconveniência e gastos de cuidar daqueles que se tornaram (ou tornarão) um peso emocional ou financeiro para elas.

 

Nesses últimos 20 anos, a sociedade definiu duas classes de seres humanos nascidos que não estão sofrendo, embora sejam candidatos à «morte por misericórdia»: recém-nascidos, com deficiência, que sob outros aspectos poderiam viver uma longa vida, e pessoas num estado de coma prolongada. Actualmente os grupos pró-eutanásia estão estendendo esse «privilégio» letal aos pacientes terminais e internos em asilos, independente do seu estado emocional ou nível de dor. É inevitável que o número de pessoas candidatas favoráveis à «morte por misericórdia» aumentará rapidamente e de forma incontrolável, assim como aconteceu na Alemanha nazista, e assim como está a acontecer actualmente na Holanda.

 

«Matar por misericórdia» tanto os infantes como os adultos é uma extensão lógica da prática do aborto electivo cometido para eliminar nascituros deficientes. Se bebés nascituros saudáveis podem ser assassinados até o momento do seu nascimento porque a mãe percebe que a sua saúde ou bem-estar estão ameaçados, então porque não podem ser assassinados logo após o nascimento, especialmente se têm um defeito grave de cromossomas tal como a Síndrome de Down? As crianças com a Síndrome de Down estão entre os seres humanos mais felizes e contentes que existem, frequentemente vivem até à idade adulta e transmitindo muita alegria aos outros - no entanto, são frequentemente assassinadas no útero, não porque elas vão sofrer, mas porque os pais assim o acham.

 

Se uma pessoa aceita a morte de acordo com a vontade de Deus, é uma graça. Porém, se outros nos forçarem, ou se nós nos esforçarmos para que isso aconteça devido às ordens dirigidas às nossas consciências mal-formadas, torna-se uma sobrecarga insuportável, aparentemente aceitável apenas porque parece ser menos terrível do que a dor.

 

(Brian Clowes, PhD)

 

Fonte: Factos da Vida em 06/03/2004

«Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é óbvio se transformou em dever de todo o ser inteligente». (Georges Orwell)