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Distanásia
A distanásia (do
grego “dis”, mal, algo mal feito, e “thánatos”, morte) é etimologicamente o
contrário da eutanásia. Consiste em atrasar o mais possível o momento da morte
usando todos os meios, proporcionados ou não, ainda que não haja esperança
alguma de cura, e ainda que isso signifique infligir ao moribundo sofrimentos
adicionais e que, obviamente, não conseguirão afastar a inevitável morte, mas
apenas atrasá-la umas horas ou uns dias em condições deploráveis para o enfermo.
A distanásia também é chamada “intensificação terapêutica”, ainda que seja mais
correcto denominá-la de “obstinação terapêutica”. Referindo-nos sempre ao doente
terminal, perante a eminência de uma morte inevitável, médicos e doentes devem
saber que é lícito conformarem-se com os meios normais que a medicina pode
oferecer e que a recusa dos meios excepcionais ou desproporcionados não equivale
ao suicídio ou à omissão irresponsável da ajuda devida a outrem. Essa recusa
pode significar apenas a aceitação da condição humana, que se caracteriza também
pela inevitabilidade da morte.
Adaptado de Vários Autores, “Eutanásia”, Ed. São Paulo, Lisboa, 1994 (Retirado de
Factos da Vida, nº 13)
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«Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é óbvio se transformou em dever de todo o ser inteligente». (Georges Orwell)
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